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Ibovespa recua 0,70% após Wall Street em queda e tensões geopolíticas, dólar fecha a R$ 5,1726, Petrobras e Itaú mitigam perdas enquanto Totvs e Natura caem forte

O principal índice da bolsa brasileira voltou a fechar em queda, pressionado pelo movimento negativo nos mercados externos e pelo aumento da aversão a risco.

O recuo foi limitado por grandes empresas de energia e bancos, que amenizaram perdas frente à desaceleração global e à alta das taxas futuras.

Os dados sobre índices internacionais, variação das ações e a pesquisa eleitoral deram o tom das negociações, conforme informação divulgada pela pesquisa Genial/Quaest e por fontes do mercado.

Desempenho do Ibovespa e números do pregão

O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira com queda de 0,70%, aos 168.619,26 pontos. O movimento refletiu, em parte, a piora no exterior e a pressão nas taxas de juros futuros.

O dólar à vista fechou em R$ 5,1726, com leve recuo de 0,09%, acompanhando fluxo global por ativos de menor risco. Entre as ações que sustentaram o índice, Petrobras se destacou diante da alta do petróleo, enquanto o setor financeiro teve desempenho misto.

Ações que ajudaram ou pressionaram o índice

Petrobras, que tem cerca de 12% de participação na carteira do índice, acompanhou a alta do barril do Brent acima de US$ 90, com PETR3 subindo 1,65%, cotada a R$ 46,88, e PETR4 avançando 1,31%, a R$ 41,71.

Nos bancos, o comportamento foi dividido. O papel do Itaú (ITUB4), com participação relevante na carteira do Ibovespa, teve alta de 0,76%, negociado a R$ 39,52, enquanto o Índice Financeiro (IFNC) fechou em queda de 0,85%.

Setores em destaque: ganhos e quedas fortes

O maior ganho do pregão foi liderado por MBRF3, com alta de 3,10%, cotada a R$ 15,96. Já a maior queda foi da Totvs (TOTS3), que caiu 6,85%, aos R$ 28,68, em linha com a pressão sobre o setor de tecnologia vista em Wall Street.

As ações da Natura (NATU3) registraram o sexto dia seguido de baixa, caindo 5,65%, para R$ 8,68, e chegando a R$ 8,43 no menor preço intradiário desde janeiro.

Impacto externo e expectativa de juros

Os índices de Wall Street fecharam em forte queda, com o Dow Jones recuando 1,87%, aos 49.918,78 pontos, o S&P 500 caindo 1,62%, aos 7.266,99 pontos, e o Nasdaq perdendo 1,98%, aos 28.508,027 pontos.

Na Europa, o índice Stoxx 600 teve leve baixa de 0,08%, aos 618,17 pontos, em meio às tensões geopolíticas e à expectativa de alta de 25 pontos-base na decisão do Banco Central Europeu, para uma taxa referencial de 2,25% ao ano.

Na Ásia, o Nikkei caiu 1,89%, aos 64.179,27 pontos, e o Hang Seng recuou 0,64%, aos 24.407,96 pontos, ampliando o sentimento negativo global que pressionou o mercado brasileiro.

Clima político e influência da pesquisa eleitoral

Localmente, a agenda eleitoral perdeu espaço diante das tensões externas, mas a pesquisa Genial/Quaest divulgada pela manhã também foi citada pelos operadores como fator de atenção.

No levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu com 44% das intenções de voto, ante 42% em maio, enquanto o senador Flávio Bolsonaro recuou de 41% para 38%, e em um eventual segundo turno Lula abriu seis pontos porcentuais de vantagem.

O conjunto dos dados mostra que o Ibovespa segue sensível tanto ao cenário externo quanto a sinais de volatilidade doméstica, com impacto direto no câmbio e nas expectativas de juros.